Charles Manson: todas as vezes em que ele foi retratado no cinema e na TV

  • por Minha Série em 30/07/2019 - 20:00

Em 9 de agosto de 1969, cinco pessoas foram assassinadas em uma mansão na Cielo Drive, em Los Angeles, Califórnia. Entre as vítimas estava a atriz Sharon Tate, que era casada com o diretor Roman Polanski e estava grávida de 8 meses. Os responsáveis pelas mortes eram jovens membros de uma seita liderada por um guru excêntrico e manipulador — Charles Manson, o líder da "Família Manson".

Aos poucos, Manson ganhou notoriedade e se tornou um dos símbolos de uma era recheada de seitas e congregações nos Estados Unidos. Os valores hippies e o rápido convencimento do ex-músico frustrado sobre os seus ideais políticos levaram a sua família a ser composta por algumas dezenas de jovens — e as crueldades cometidas pelo grupo o fizeram a ser retratado diversas vezes no mundo do entretenimento, sempre focando em sua personalidade perturbadora e perigosa.

Com a estreia do longa-metragem Era Uma Vez em... Hollywood, que traz Manson como personagem, e o retorno da série Mindhunter, que também revisita os acontecimentos, conheça a seguir as várias interpretações que ele já recebeu ao longo dos anos no cinema e na televisão. Deixamos de fora apenas os diversos documentários que contam detalhes dos crimes e da vida na comunidade.

Séries

South Park (1998)

​Manson não escapou de uma das séries mais escrachadas da televisão: South Park, que transformou o guru em colega de cela de um tio de Cartman no episódio “Merry Christmas, Charles Manson!”, da segunda temporada. Na animação, ele é dublado por Trey Parker (a mesma voz de Stan e Cartman) e começa o episódio com um temperamento raivoso, mas logo adota uma personalidade calma — a ponto de transformar a marca de suástica na testa em uma carinha feliz.

Aquarius (2015)

A série criminal da NBC traz David Duchovny (Arquivo X) no papel do detetive Sam Hodiak e Grey Damon (The Flash) como Brian Shafe, um policial novato trabalhando disfarçado. A dupla começa a investigar a atração de jovens norte-americanas por Charles Manson (Gethin Anthony, o Renly Baratheon de Game of Thrones) e revisita também outros episódios políticos da época, como o assassinato de Martin Luther King.

Aqui, o foco é o início da formação da seita, mas com o criminoso já chamando a atenção da polícia. Por baixa audiência, ela foi cancelada ainda na segunda temporada.

American Horror Story: Cult (2017)

Na antologia de terror, ele foi referenciado durante a sétima temporada. Aqui, Evan Peters interpreta não só Charles Manson, mas também Jim Jones e Marshall Applewhite, outros líderes de cultos que tiveram destinos trágicos. Durante uma visão no décimo episódio, o personagem Kai observa a si mesmo como Manson. Há ainda uma recriação do assassinato de Sharon Tate, com Sarah Paulson (American Crime Story) também em cena.

Mindhunter (2017)

Estrelada por Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv, a série original da Netflix foi renovada para a segunda temporada — e o personagem de Manson está confirmado. Aqui, nada de papel de destaque: ele será um dos criminosos entrevistados pela equipe do FBI, que historicamente começou a traçar pela primeira vez o perfil de assassinos seriais e suas convicções.​

Como a trama se passa depois da década de 1970, Manson já está preso e até mesmo já fez uma tatuagem de uma suástica na própria testa. No período, ele é uma espécie de celebridade. O ator que o interpreta é Damon Herriman, o mesmo de Era Uma Vez em... Hollywood.

Filmes

Helter Skelter (1976)

Esse é o primeiro longa-metragem que conta a história da seita e traz um retrato do criminoso. O filme feito para a TV é baseado no livro "Manson, Retrato de um Crime Repugnante", escrito pelo procurador do caso, Vincent Bugliosi, ao lado de Curt Gentry.​

A expressão "Helter Skelter" é tirada de uma música dos Beatles de mesmo nome e, de acordo com as profecias de Manson, significava eventos apocalípticos que culminariam em uma guerra racial nos Estados Unidos. O foco do filme está nos principais assassinatos da seita e no julgamento, com Manson sendo retratado por Steve Railsback. Em virtude da interpretação agressiva, dos monólogos e da aparência assustadoramente similar, o ator ficou conhecido pelo papel durante o resto da carreira.

The Book of Manson (1989)

Nem só de produções hoolywoodianas vive o personagem. Em 1989, Manson ganhou um filme praticamente amador, perturbador e cheio de pretensões artísticas, focando em seu caráter messiânico como líder de um culto. De baixíssimo orçamento, o longa tem a direção de Raymond Pettibon, um artista visual que fez capas de CDs para bandas como Sonic Youth. O protagonista é vivido por Robert Hecker, vocalista e guitarrista de bandas como Redd Kross.

The Manson Family (2003)

A história por trás dessa produção é mais interessante do que a presença de Manson. O diretor, Jim Van Bebber, rodou as primeiras cenas do seu projeto em 1988, porém nunca conseguia finalizá-lo, gravando outras cenas esporadicamente e exibindo cortes inacabados do projeto em festivais. Eis que ele ganhou status cult e foi lançado definitivamente em 2003, com a colaboração de fãs e amigos. Aqui, há altas doses de nojeira e sexualidade para retratar a vida na seita, além da recriação dos famosos assassinatos. O ator que interpreta o líder é Marcelo Games, em um de seus poucos papéis na carreira.

Helter Skelter (2004)

Segunda adaptação do livro de Bugliosi, o longa também traz uma abordagem biográfica dos anos finais e dos crimes da família Manson, deixando o julgamento em segundo plano e focando nos discursos e ideais do personagem. Dessa vez, ele é interpretado por Jeremy Davies (o Daniel Faraday de Lost), com uma personalidade inquieta e sedutora.​

Aqui, seus seguidores mais famosos também ganham importância, com destaque para Linda Kasabian (Clea DuVall), que não estava totalmente convencida em participar da seita. Há ainda Tex Watson (Eric Dane) e Katie Krenwinkel (Alisson Smith), todos envolvidos no assassinato de Sharon Tate.

House of Manson (2014)

Outra cinebiografia do assassino, ambientando a história do ponto de vista do próprio Manson (Ryan Kiser). Aqui, entretanto, ele tem uma imagem mais positiva e até mesmo um pouco tímida e amigável. Além de mostrar o cotidiano na comunidade e o começo do período na prisão, o filme traz o passado de Charlie e até sugere que as desventuras no rock contribuíram para levá-lo ao estado de loucura.

Manson’s Lost Girls (2016)

Mais uma produção que conta a história do ponto de vista de um dos membros do culto. Aqui, a jovem Linda Kasabian é atraída para a comunidade pelas promessas de um ambiente livre e cheio de drogas e sexo. A figura de Manson é retratada aqui por Jeff Ward (o Deke Shaw de Agents of S.H.I.E.L.D.) de forma mais jovem e sedutora, com os cabelos curtos, mas sem deixar de demonstrar o lado insano do criminoso.

Era Uma Vez em... Hollywood (2019)

A mais recente aparição do criminoso nos cinemas é no longa dirigido por Quentin Tarantino. O filme se passa no final da era de ouro de Hollywood, em 1969, e retrata vários personagens e acontecimentos do período. Margot Robbie (Pan Am) interpreta Sharon Tate, enquanto Damon Herriman assume o papel de um Charles Manson ainda formando a sua família.

Este texto foi escrito por Nilton Kleina via nexperts.

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