Os 23 melhores finais de séries de todos os tempos

  • por Minha Série em 06/04/2019 - 20:35

ALERTA DE SPOILER! Se você não quer saber exatamente o que acontece no fim de cada uma das séries abaixo nem mesmo ler uma leve análise de tudo o que aconteceu com os fãs na época, definitivamente esse não é o melhor artigo para você.

1. Breaking Bad — “Felina”

Em Breaking Bad, acompanhamos a vida de Walter White, um professor de Química que descobre estar sofrendo de um câncer terminal. Como todo professor, ele sabia que não conseguiria deixar uma quantidade razoável de dinheiro como herança para que a sua família ficasse bem pelos próximos anos. Por isso, resolve arriscar: desenvolve um personagem chamado Heisenberg e, com esse nome, cria um laboratório clandestino — dentro da sua van — para produzir e vender metanfetamina.

O fim de Breaking Bad foi extremamente marcante e inesperado para os fãs! Arriscamos dizer que poucas series finales foram tão esperadas quanto essa. Aqueles que não conseguiram assistir ao episódio no dia do lançamento fugiram dos spoilers como ninguém; afinal, quem queria perder toda a emoção de saber exatamente o que aconteceria com Walter White?

Acompanhamos o “fim” do ex-professor, mostrando que ele finalmente conseguiu dinheiro suficiente para garantir a herança e o futuro da sua família; e também vimos Heisenberg resgatando Jesse, que foge de carro. Por fim, temos a triste morte do nosso anti-herói em um laboratório de metanfetamina, bem parecido com aquele que o transformou em Heisenberg.

Alguns finais de série dão exatamente aquilo que você quer, outros oferecem aquilo de que você precisa; Breaking Bad conseguiu oferecer ambos.

2. Parks and Recreation – “Ending"

A sitcom Parks and Recreation conta a vida de Leslie Knope, vice-diretora do Departamento de Parques e Recreação da cidade fictícia de Pawnee, em Indiana. Durante as temporadas, Leslie precisa ajudar a enfermeira Ann Perkins a transformar um prédio abandonado em um parque comunitário, mas, é claro, diversas dificuldades se mostram presentes durante todo o tempo, como vizinhos mal-humorados, corrupção e burocracia.

A série é exibida como um documentário, filmando o dia a dia de Leslie e de todas as pessoas envolvidas na construção do parque, além de mostrar depoimentos de todos os personagens debatendo sobre o assunto central do episódio. Hilária e muito bem feita, Parks and Recreation conquistou uma legião de fãs que adoram o estilo de séries como The Office, que quebraram a quarta parede de forma bem-humorada.

No último episódio da sitcom, vemos Leslie revivendo o seu romance com Ron e podemos conferir um pouco do passado da protagonista. Antes de deixar Indiana, a sua terra natal, ela tem o primeiro trabalho e precisa consertar um balanço em um parque local. Durante todo o episódio, vemos alguns flashes do futuro que mostram o destino dos personagens, como Ron sendo superintendente do parque e April e Andy finalmente conseguindo ter filhos. A series finale ainda dá a entender que Leslie e Ron podem ter acabado dentro da Casa Branca.

3. Twin Peaks: The Return – “Part 17 and Part 18”

Na primeira parte de Twin Peaks, nos anos 1990, acompanhamos o detetive Dale Cooper ir para a pequena cidade homônima à série para desvendar o mistério do assassinato de Laura Palmer, a garota perfeita dos filmes teens americanos: linda, loira e rainha do baile, cujo corpo é encontrado nu, enrolado em plástico. Cooper se muda para a cidade, mas encontra muito mais do que um homicídio sangrento: um mundo sombrio onde as aparências realmente enganam.

A produção foi considerada à frente do seu tempo; por isso, em 2017 foi anunciada uma continuação dos primeiros episódios. Desde o assassinato de Laura Palmer, 25 anos se passaram, e Dale Cooper precisa voltar à pequena cidade de Twin Peaks. No segundo momento da série, não ficamos apenas na cidadezinha nem temos só BOB como o mal encarnado. Acompanhamos Cooper tendo que lidar com a sua cópia maligna na Terra enquanto tenta sair de Black Lodge.

O fim de Twin Peaks deixou os fãs enlouquecidos. Apesar de uma temporada longa, que já tinha dado muitas explicações, os dois últimos episódios ousaram além do esperado e convocaram os fãs para resolver os mistérios em aberto, usando easter eggs que tinham sido mostrados durante a última temporada.

4. The Sopranos – “Made in America”

The Sopranos foi um marco na TV americana, afinal não acompanhamos o mocinho da história, e sim um mafioso ítalo-americano que estava nos Estados Unidos. Tony Soprano vive em Nova Jersey quando sofre um ataque de pânico e, para tentar lidar com as frequentes paranoias, busca a ajuda profissional da Dra. Jennifer Melfi para lidar com problemas familiares e “negócios”.

A série estreou em 1999, na HBO, e teve um total de seis temporadas, com o seu grand finale em 2007. Nela, acompanhamos Tony Soprano querendo cumprir as suas obrigações com a família e, para isso, cometendo algumas ações não exatamente boas. Além disso, vemos o seu tratamento psicológico para controlar o pânico e outros núcleos da série.

Considerada uma das melhores séries de todos os tempos, o fim de The Sopranos foi um prato cheio de teorias para os fãs. Passada em um jantar entre os membros da família, a última cena chega a parecer um corte seco na filmagem, com Tony olhando para frente. Se é mais uma ameaça ou apenas algo da cabeça do personagem? Fica tudo por conta da sua imaginação!

5. Star Trek: The Next Generation – “All Good Things…”

Conhecida no Brasil como Jornada nas Estrelas: a Nova Geração, a série se passa no século 24, quase 100 anos após os acontecimentos da história original. Sob o comando do capitão Picard, acompanhamos o grupo de aventureiros resolvendo os mais diversos problemas em cada episódio, com novas espécies sendo apresentadas como antagonistas, em um estilo “caso do dia”. Sem esquecer, é claro, o grande background da série: a ameaça do deus Q.

No último capítulo de Star Trek, o capitão Picard acaba fazendo uma viagem no tempo, por influência de Q, e com isso uma distorção no espaço-tempo ameaça destruir toda a realidade que eles conhecem. O episódio foi muito bem recebido pelos fãs e ainda deu um bom gancho para os filmes que o seguiram, além de spin-off que são assistidas e amadas até hoje, tornando Star Trek um sucesso sem igual.

6. Seinfeld — “The Finale”

A série foi criada por Larry David e Jerry Seinfeld, este último estrelando a série em uma versão fictícia de si mesmo, e se passava, predominantemente, em um prédio do Upper East Side, em Manhattan. Considerada um dos melhores seriados de todos os tempos, Seinfeld não tinha grandes pretensões e talvez por isso fez tanto sucesso.

Com cerca de 22 minutos por episódio, a história seguia um caminho diferente de outras sitcoms da época, como Full House, que mostrava situações cômicas estritas. Em Seinfeld, vimos acontecimentos do cotidiano, como uma fila de cinema, um jantar ou mesmo uma simples ida às compras e tudo que poderia ocorrer com qualquer pessoa normal. Talvez esta seja a razão de Seinfeld ser lembrada até hoje e ainda com tanto carinho: ela mostrava as situações hilárias que poderiam acontecer com qualquer um de nós.

A sitcom deixou muita saudade para os fãs! Tudo bem que o último episódio foi um tanto controverso e nem todos gostaram muito de ver os personagens principais Elaine e Jerry acabarem atrás das grades. Porém, o fim se encaixa perfeitamente com aquilo que David e o próprio Seinfeld enfatizavam nos episódios de cada temporada: eles nunca aprendem com os seus erros!

7. M*A*S*H — “Farewell and Amen”

A série é uma comédia dramática que bateu recordes de audiência na época do seu lançamento, ficando 11 anos no ar. M*A*S*H foi exibida enquanto a Guerra do Vietnã acontecia e foi um importante marco antibélico na TV, mostrando os dois lados da moeda. A trama se passava um tempo antes e mostrava outra importante guerra, a da Coreia, tão violenta quando a do Vietnã.

Com os capitães Benjamin Franklin “Hawkeye” Pierce e John McIntyre como protagonistas, a produção conta a história de um grupo de soldados que está na Guerra da Coreia e tem a importante missão de cuidar dos companheiros feridos que voltam das batalhas. A série teve um grande significado na época e ainda é muito relevante, afinal critica de forma bem-humorada, incisiva e até mesmo ácida toda forma de poder.

Marcada por recordes de audiência, M*A*S*H mexeu com os sentimentos dos fãs. Com a temática de guerra sempre presente, vemos parte da memória reprimida de Hawkeye, com cenas de uma mulher sufocando o seu bebê para que fique quieto, até o casamento de Kingler. No fim, a palavra Goodbye (Adeus) é mostrada no chão, desenhada com pedras, enquanto Hawkeye vai embora de helicóptero, distanciando-se aos poucos e deixando claro que a Guerra da Coreia nunca deixará a sua mente.

8. Glee — “Dreams Come True”

Desde o início, Glee teve como objetivo dar voz às minorias, não de uma forma explicitamente militante, mas de um jeito que todos na “cadeia alimentar” das escolas, das faculdade e do mundo compreendessem. A história de Rachel, Finn, Quinn e tantos outros personagens cativou uma legião de fãs desde os primeiros episódios da comédia musical com um tom bem dramático. A série cresceu e, com o avançar dos episódios, os seus fãs também.

Entre a quarta e a quinta temporadas, a produção sofreu a perda do ator Cory Monteith, que co-estrelava com a sua namorada, Lea Michele. Esse momento trouxe instabilidade, alongando o seu hiato, para que o novo futuro dos personagens pudesse ser decidido. A partir disso, toda a série sofreu grandes mudanças e perdeu parte da sua essência, gerando instabilidade e alguns erros de roteirização.

Após diversos problemas, com personagens deixados de lado, boas histórias abandonadas e plots que não convenceram a audiência, Glee voltou a acertar o tom na última temporada. O episódio final trouxe personagens saudosos de volta, além de dar a eles um final digno. Tivemos flashbacks de como o New Directions foi formado e vimos Rachel no futuro ganhando o seu tão sonhado Tony e grávida do bebê de Blaine e Kurt, os seus melhores amigos. Mercedes se torna uma grande cantora pop e Will é promovido a diretor do colégio, que se torna uma grande escola de artes.

9. Buffy: a Caça-Vampiros — “Chosen”

Buffy: a Caça-Vampiros estreou em 1997, seguindo a vida da adolescente Buffy Summers, escolhida como uma das novas Caçadoras — o destino escolhe jovens para batalhar contra vampiros, demônios e qualquer outro tipo de mal que ameace o mundo e para isso lhes dá poderes. Diferentemente das suas antecessoras, Buffy tem um grupo de amigos que a ajuda a combater os inimigos que agora rondam a sua vida, além de ter o Conselho Observador, que a auxilia nas mais diversas questões.

A série fez um grande sucesso na época, sendo indicada para vários prêmios e conquistado uma legião de fãs, além de ter ganhado um spin-off, a série Angel, que leva o nome do personagem que faz par romântico com Buffy na produção original. Durante todos os anos de exibição, as duas séries tiveram diversos crossovers, trazendo uma nostalgia grande aos fãs.

O último episódio de Buffy poderia ser considerado tão sangrento quanto um episódio de Game of Thrones, mas foi todo o sentimentalismo do capítulo que realmente marcou os fãs. Em uma das últimas cenas, Buffy pede a Willow, a sua amiga bruxa, que faça um feitiço para que todos os “potenciais caçadores” que estavam com ela recebessem os poderes de Caça-Vampiro e lutassem ao seu lado. A cena é cheia de efeitos especiais e muito emocionante.

10. The Americans — “Start”

A série trata da vida de um casal de espiões da KGB, Elizabeth e Philip Jennings, que deve ir morar nos subúrbios de Washington para completar uma missão. Ninguém sabe das suas identidades secretas, incluindo os seus filhos e o seu vizinho, Stan, que trabalha na área antiespionagem do FBI. The Americans foi considerada uma das melhores séries do século XXI, acrescentando eventos da vida real na narrativa da série, além de ter ganhado alguns prêmios durante as suas seis temporadas.

O casal de espiões tem como missão controlar a rede de espionagem que existe nos Estados Unidos, porém, com o passar do tempo, os dois começam a adotar uma postura muito mais de casal do que de espiões; isso tudo enquanto tentam driblar as desconfianças dos próprios filhos e do vizinho. A série recebeu boas críticas durante os seus anos de exibição e foi considerada um “thriller de espionagem absorvente”. O ritmo era agradável, nada muito corrido, mas sem deixar de ser eletrizante.

A series finale de The Americans resumiu perfeitamente todo o plot: família. Com uma enorme tensão sentimental, o último episódio mostrou de forma direta o fim dos personagens e, por mais que possamos querer pensar duas vezes, no fundo temos a consciência de que aqueles finais eram os corretos, de acordo com tudo que foi mostrado durante as temporadas; além de uma trilha sonora que deixou os fãs de pernas bambas, relembrando momentos importantes.

11. Friends — “The Last One (Part 2)”

Se existe uma série que é aclamada até hoje e sobre a qual os fãs não conseguem deixar de falar é Friends. O seriado mais usado para aprender inglês, para se divertir, para dormir e para qualquer situação existente não podia deixar de estar entre as melhores series finales da história. Os fãs de How I Met Your Mother que nos perdoem, mas Friends veio primeiro. A história dos seis amigos que vivem em Manhattan, Nova York, foi gravada dentro de estúdios na Califórnia — e com plateia.

O elenco de Friends não era muito conhecido antes do lançamento da série. Courteney Cox era quem tinha a carreira mais promissora, mas também não era vista como uma estrela. Hoje, qualquer um dos integrantes da série é mundialmente conhecido graças aos 10 anos que a série esteve presente na nossa vida. Ainda vemos fãs reassistindo ao seriado infinitas vezes; afinal, é impossível se cansar de bater palmas na abertura!

Quem é fã de Friends teve um pedacinho do seu coração levado embora no momento final. Em um mesmo episódio, assistimos a Ross e Rachel decidindo ficar juntos; Monica e Chandler conseguindo adotar gêmeos; Phoebe se casando; e Joey se mudando para focar a carreira. Na cena final, vemos os seis amigos deixando as suas chaves sobre o famoso balcão da cozinha e indo embora.

12. Mad Men – “Person to Person”

Passada na década de 1960, Mad Men acompanha Don Draper, o diretor de criação de uma agência de publicidade, e as pessoas ao seu redor. O principal foco da série é o que acontece nas agências de publicidade da época, de acordo com as mudanças nos Estados Unidos. Por essa razão, a série foi tão elogiada, já que tinha uma perfeita autenticidade histórica, levando em consideração os acontecimentos reais e todo o figurino.

A série abordou importantes temas durante as suas sete temporadas, tais como tabagismo (na época ainda era permitido fumar em qualquer local), alcoolismo, sexismo, traição, racismo, entre outros tabus que acabavam sendo abertamente discutidos pela audiência, já que eram mostrados de forma bem clara.

No último episódio, vemos finais perfeitos, nada ficando em aberto para teorias ou qualquer coisa. Trudy, Peter e Tammy têm um novo trabalho; Marie e Roger vão a Paris para a lua de mel; e Joan abre um novo negócio. O grande ponto do episódio é que, na última cena, Don está em um retiro espiritual, todo relaxado, até que tem a ideia de um comercial… então sabemos que ele não largará a vida antiga!

13. The Wire — “- 30 -”

Conhecida no Brasil como A Escuta, The Wire foi descrita como um dos maiores dramas de todos os tempos. A série foi dividida em cinco temporadas, cada uma contando uma história diferente, porém sem deixar de lado os personagens já conhecidos pela audiência. Nenhum ator era muito conhecido ao iniciar as gravações, e a produção garantiu que não haveria nenhum personagem principal durante a exibição, já que as temporadas e os episódios mudariam e todos teriam a sua devida importância.

A série trata do cotidiano das pessoas de Baltimore, nos EUA, com polêmicas relacionadas a polícia, tráfico, guerras entre gangues e até a redação de um jornal, como é o foco da última temporada. O mais interessante é que a produção buscou atores que, mesmo sem experiência, fossem da localidade onde a série se passava, para trazer representatividade real, além de pessoas que realmente soubessem sobre aquilo que estavam falando.

Com um tom de documentário, a produção conquistou mais e mais fãs a cada temporada. A série nos deu um momento para respirar ao mostrar a redenção final de Bubbles, mas tirou todo o nosso ar de novo ao mostrar o encerramento trágico de Dukie voltando às drogas. São inúmeros pontos a serem definidos em um só episódio, mas, assim como durante toda a série, The Wire foi perfeita e garantiu que os fãs sentiriam saudades.

14. Six Feet Under – “Everyone’s Waiting”

Conhecida no Brasil como A Sete Palmos, a série acompanha a vida da família Fischer, que é dona de uma funerária na cidade onde mora. Na trama, Nate Jr., o filho mais velho, volta a morar com os pais e se torna sócio do negócio; e também acompanhamos Rico, que trabalha na funerária. A série é uma comédia com um pouco de drama e que fala abertamente — e de forma um tanto irônica — sobre assuntos como homossexualidade, infidelidade, religião e, principalmente, morte.

Six Feet Under tem um tom diferente, tratando a morte como algo normal e abordando todos os lados possíveis do assunto: filosófico, religioso e pessoal, sem considerar esse momento apenas como o fim da vida. Cada episódio da série começa com uma morte e, consequentemente, um novo cliente para a funerária familiar, que gera a problemática do episódio. Apenas dois capítulos não iniciam com uma partida: “All Alone”, que foca uma morte revelada no capítulo anterior, e o último, que começa com um nascimento.

Uma série que fala justamente sobre a morte não poderia ter um fim diferente. Depois de um episódio que não agradou muito com a sua primeira parte, a última cena de Six Feet Under ficou marcada na história da TV, mostrando em detalhes o fim de cada um dos personagens do cast principal; tudo ao som de “Breath Me”, da cantora Sia. Definitivamente, inesquecível!

15. Cheers — “One for the Road”

A série Cheers se passa principalmente em um bar que dá nome à série. Nele, um grupo de pessoas se reúne sempre para contar histórias, piadas, rir e chorar sobre os assuntos da vida. Sam é o dono do bar, meio galinha, que vive entre idas e vindas com a garçonete Diane, que no início esnoba o chefe. Acompanhamos o “romance” dos dois durante as 11 temporadas, o que a tornou uma das sitcoms mais longas da história.

A grande sacada da series finale de Cheers foi não tentar arriscar ou emocionar demais. O episódio, que tem os seus momentos marcantes, é majoritariamente normal, com problemas comuns como os outros. Jack e Diane decidem que ficarão juntos, então terminam (como Ross e Rachel!); no fim, todo o grupo celebra a vida em um bar! O episódio foi bem recebido — talvez essa seja uma boa tática, hein?

16. Halt and Catch Fire — “Ten of Swords”

Halt and Catch Fire conta a história de como foram criados os primeiros microcomputadores do mundo, passando pelo surgimento da internet e até mesmo do Google. A série foi muito elogiada pela crítica norte-americana, mas não conquistou o coração dos brasileiros, mesmo tendo sido exibida aqui há alguns anos em canal aberto. O ponto central da história é o ex-executivo de vendas da IBM, Joe MacMillan, que descobre a tecnologia por trás dos computadores e tenta montar a sua própria empresa.

Os personagens acompanham o lançamento da internet, desvendando os seus segredos, e chegam até mesmo aos jogos online. A equipe de Joe trabalha com produtos revolucionários para a época e cria uma sala de bate-papo que anteriormente era um site de vendas. Durante a última aventura, reproduzem — de forma ficcional — o nascimento do Google. Duas empresas rivais competem para catalogar todo o conteúdo da internet e montar algoritmos eficientes de busca. Na equipe central, os mais aficionados por internet guardam as suas URLs favoritas anotadas no papel.

A série fala sobre o grande boom de computadores durante os anos 1980, e a sua última temporada foca os primeiros anos da internet. Mas de uma coisa podemos ficar certos: não foi a sua temática que encantou a sua legião de fãs, mas sim a humanidade dos personagens. O final toca a todos, já que vemos ainda mais do ser humano dentro de cada personagem que luta para dominar a tecnologia, tentando não se perder no processo.

17. The Leftovers — “The Book of Nora”

The Leftovers se passa 3 anos após a chamada Partida Repentina, um evento global no qual 2% de toda a população mundial simplesmente desapareceu de uma hora para a outra. Ninguém sabe o motivo e muitos acreditam que tenha sido o arrebatamento bíblico; com isso, inúmeras religiões caem, dando espaço para novos cultos emergirem. No início, acompanhamos Kevin, um chefe de polícia que está tentando manter a normalidade na sua família mesmo após tudo o que aconteceu.

Kevin foi abandonado pela esposa, Laurie, que decidiu se juntar aos Remanescentes Culpados, um grupo de pessoas que se divide em pares e fica olhando os que ficaram. Além dele, outros personagens dividem espaço nessa série que durou apenas três temporadas, mas que foi cheia de teorias durante cada um dos seus anos de exibição.

O fim de The Leftovers foi quase um pedido de desculpas de Damon Lindelof pela series finale de Lost. O último episódio da série pode não ter agradado a todos, mas ofereceu tudo o que fãs precisam: uma explicação para os mistérios, deixando um pequeno espaço para teorias. Se você acreditou em tudo o que Nora disse, é uma decisão pessoal, afinal tudo foi dito por ela, e não mostrado.

18. 30 Rock – “Last Lunch”

A série da genial Tina Fey fez um sucesso enorme durante os seus anos de exibição. 30 Rock conta a história dos bastidores de uma série ficcional chamada The Girlie Show With Tracy Jordan, na qual os atores originais vivem personagens dentro dos seus próprios personagens, causado confusão e, é claro, muita risada. O seriado teve um total de sete temporadas, o que é ótimo para uma sitcom.

Sem muita audiência no início, 30 Rock ganhou fãs ao longo dos episódios, ainda na sua primeira temporada, e acabou sendo muito aclamada pela crítica. A história gira em torno de Liz, a redatora-chefe da série dentro da série, que é um programa ao vivo. Tudo vai bem até que o presidente da emissora ordena que ela contrate um astro de cinema para o seu show, mas ele não é uma pessoa mentalmente estável.

Essa comédia conseguiu trazer uma das melhores series finales da história. Simples e irônico, o episódio "Last Lunch" traz aquilo que vimos durante todas as temporadas, apenas dando um toque extra de despedida: Lutz sendo uma péssima pessoa, Jenna cantando e a amizade de Jack e Liz; além de confirmar aquilo de que desconfiávamos: definitivamente, Kenneth é imortal.

19. House MD — “Everybody Dies”

House marcou gerações; ao lado de ER e Grey’s Anatomy, é uma das séries médicas de maior sucesso da TV. Tudo começa com a premissa de ter um "caso do dia", com o background das pessoas que trabalham no hospital, como a Dra. Cameron, o Dr. Chase e o Dr. Foreman, que fazem parte da equipe de House.

Episódios magníficos nos fizeram conhecer melhor cada personagem, porém, quando a oitava temporada foi anunciada, os fãs não puderam deixar de sentir certo alívio, afinal a fórmula de House já estava saturada, mas ninguém queria abandonar o barco sem um belo desfecho. O último ano passou se segurando em muletas (ou bengala?), até o episódio em que Wilson, o melhor amigo de House, revela ter câncer terminal. Então lembramos por que tanto amamos a série: os personagens.

O título do episódio final faz uma brincadeira com a frase Everybody lies (Todo mundo mente), que House sempre diz. O doutor tenta fugir da prisão usando os seus pacientes e roubando todos os casos terminais dos seus colegas, para que o hospital diga que precisa dele por lá, e não na cadeia. House é visitado por fantasmas do passado enquanto se encontra em um prédio em chamas, no qual se esconde para usar drogas. No fim, House consegue estar ao lado de Wilson nos seus momentos finais de vida.

20. Liga da Justiça sem Limites — “Destroyer”

Apesar de ser uma animação, Liga da Justiça Sem Limites não poderia ficar de fora desta lista. Os seus episódios marcaram toda uma geração, que começou a se interessar por super-heróis e até mesmo a ler quadrinhos por conta da produção. Sem nenhuma chance de ser vista como um desenho qualquer, tem episódios memoráveis que fizeram muitos jovens se emocionar; e um deles, com certeza, foi o último capítulo: "Destroyer".

No capítulo derradeiro, vemos Lex Luthor desesperado para ressuscitar Brainiac, porém, nesse desespero, ele comete um erro e acaba trazendo o vilão Darkseid de volta à vida. Sem saber o que fazer, Lex recorre à Liga da Justiça para derrotar esse inimigo que eles têm em comum e que está cheio de sede de vingança. O episódio é um dos poucos no qual o Super-Homem usa todo o poder do Homem de Aço, que demonstrou ser algo basicamente ilimitado.

Com um momento de clímax atrás do outro, "Destroyer" foi o encerramento ideal para a série, oferecendo um momento para focar cada um dos personagens, garantindo que todos teriam um fim digno de tudo que fizeram durante os anos de exibição da animação na TV.

21. Newhart – “The Last Newhart”

Newhart foi a segunda sitcom do ator Bob Newhart que teve um grande sucesso de público na época da sua exibição. Ela fala sobre os temas mais absurdos e surreais que envolvem o dono de hotel Dick Loudon, vivido por Newhart, e os seus funcionários e vizinhos. Com episódios marcados por "casos do dia", a série prendia a audiência e garantia muita risada.

A series finale elevou o nível de surrealismo para algo ainda mais impensável. Preste atenção: durante os minutos finais de “The Last Newhart”, o ator Bob Newhart acorda e percebe que é Robert Hartley, personagem do ator na sua primeira sitcom de sucesso – The Bob Newhart Show – ao lado da sua esposa, Emily, vivida por Suzanne Pleshette, a atriz original da primeira série, entendendo que tudo que ele passou durante os anos de exibição de Newhart foi apenas um sonho do outro personagem!

O mais interessante de tudo é que os fãs realmente gostaram desse final! Enquanto hoje muitos poderiam se sentir enganados pelo típico “era tudo um sonho”, na época a audiência aplaudiu o desfecho inesperado e tudo foi levado na esportiva.

22. ER – “And in the End…”

Plantão Médico, como é conhecido aqui no Brasil, foi o maior drama médico da TV americana até o início deste ano, quando Grey’s Anatomy tomou o lugar, e marcou a vida de muitas gerações que assistiram ao seriado. ER foi escrita, inicialmente, para ser um filme, porém Steven Spielberg acabou indo gravar Jurassic Park e, quando voltou, deu força para que o roteiro se tornasse uma série.

A história, passada dentro de um hospital, mistura as duas coisas que mais vemos em produções médicas hoje: "casos do dia" e o background dos personagens. Enquanto nos aprofundamos e nos apaixonamos cada vez mais por cada um dos médicos e enfermeiros, temos momentos eletrizantes e de muita emoção causados pelos pacientes que o hospital recebe. Não tem como não se envolver e se deixar levar.

No episódio final, não vemos nenhuma explosão ou ataque catastrófico, e talvez por isso seja uma series finale tão boa. Há referências ao início da série, como Dr. Morris acordando na sala de plantão, assim como Dr. Greene acordou no piloto, músicas especiais, entre outros easter eggs que aquecem o coração dos fãs mais apaixonados. O episódio termina com muitas ambulâncias e sirenes tocando, a abertura tradicional da série e os médicos salvando vidas, como sempre fizeram.

23. Battlestar Galactica – “Daybreak"

Nessa série futurística, os “robôs” Cylon resolvem se rebelar, destruindo o planeta Caprica com um ataque nuclear. Aos humanos resta apenas fugir em comboios, buscando um novo e longínquo planeta, chamado Terra, para chamar de lar. Porém, ninguém esperava que alguns dos Cylon tivessem a mesma forma humana e pudessem estar infiltrados entre os homens.

A série chegou ao seu último capítulo e deu um fim digno para cada um dos seus personagens. Há quem reclame do adeus de Starbuck, mas isso é apenas questão de opinião. A revelação de um Deus Ex Machina também pode ter incomodado aqueles que gostam de explicações mais detalhadas, porém é impossível negar que faça sentido dentro do contexto da série. Battlestar Galactica marcou uma horda de fãs de ficção científica e aventuras especiais, com personagens cativantes e aventuras incríveis vividas no espaço, trazendo um encanto sem tamanho a cada episódio passado.

Qual é o seu final de série favorito de todos os tempos? Conte para nós nos comentários.

Este texto foi escrito por Fernanda Estrela via nexperts.

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