As 50 séries mais marcantes dos anos 90

  • por Minha Série em 04/04/2019 - 20:00

De sapatos-plataforma a Tamagotchi, os anos 1990 nos presentearam com relíquias de um valor afetivo sem igual. Essa década também foi marcada pelo estilo particular de suas séries, principalmente com uma explosão do gênero sitcom, as comédias de situação do dia a dia. Tire o walkman e venha conferir a lista que organizamos com os seriados mais inesquecíveis dessa época:

50. Dawson's Creek (1998-2003)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

No fim dos anos 1990, surgiram muitos dramas adolescentes e, sem sombra de dúvidas, Dawson's Creek foi um dos maiores exemplos de sucesso desse subgênero. Na época, o elenco ainda era iniciante, mas hoje são considerados grandes nomes da TV e do cinema, como Kate Holmes (Batman Begins), Joshua Jackson (The Affair) e Michelle Williams (Venom), já indicada ao Oscar. A trama acontecia em uma cidade costeira, focada em quatro amigos lidando com a jornada da adolescência à vida adulta.

49. Blossom (1990-1995)

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Antes de conhecermos Mayim Bialik como a Amy de The Big Bang Theory, a atriz foi a estrela de Blossom. A comédia acompanhava uma adolescente precoce, que dava nome ao programa, e se tornou um ícone de "menina atrapalhada", com suas roupas exóticas e seus chapéus grandes e desajeitados. O seriado também trouxe novas perspectivas de assuntos polêmicos no período, como uma amiga de Blossom se envolver com um homem mais velho e casado e a primeira menstruação da adolescente.

48. Três é Demais (1987-1995)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Toda uma geração se lembra de assistir no SBT a Três é Demais, referência de sitcom familiar dos anos 1990. Com suas piadas clichês, o público se apaixonou pelas crianças fofas e desengonçadas. A história é focada em um viúvo criando suas três filhas com a ajuda de seu cunhado e um amigo. Destaque para Michelle, a caçula, vivida pelas gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen. A produção ganhou um spin-off pela Netflix em 2016, Fuller House, que terá sua quinta e última temporada ainda neste ano.

47. Hércules: A Lendária Jornada (1995-1999)

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Antes de ser ofuscada pelo sucesso de Xena, a série do semideus era um excelente passatempo, com enredos simples e a ação cafona que a gente tanto ama. Os roteiristas não se importavam com arcos narrativos longos nem eram muito rígidos ao usar a mitologia grega. Um exemplo são os episódios com materiais de culturas egípcias, europeias e até asiáticas. Além disso, um dos principais focos era o bromance entre Hércules e seu sobrinho e ajudante, Iolaus.

46. Família Dinossauro (1991-1994)

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Se você parar e pensar, o conceito de Família Dinossauro é, no mínimo, bizarro: pessoas vestidas como dinossauros humanizados, vivendo à la Os Flinstones em um subúrbio de classe média. Por outro lado, a série mostrou um conteúdo repleto de humor inteligente, crítica política e bordões consagrados pela dublagem brasileira ("Não é a mamãe!"). O final é depressivo, mas esperado: a ação do protagonista causa a Era Glacial e a extinção de todos os dinossauros.

45. Babylon 5 (1994-1998)

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Essa produção foi uma das séries de ficção científica mais maduras de sua década. O enredo futurista acompanha a humanidade percorrendo as galáxias com outras raças alienígenas; juntas, constroem uma grande estação espacial para servir de espaço neutro a todos. É um lugar de troca, diplomacia e intercâmbio cultural. Babylon 5 ainda é um exemplo raro de seriado que terminou com a quantidade de temporadas (5) planejada desde o início, o que refletiu nos roteiros coesos.

44. Star Trek: Voyager (1995-2001)

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Nossa lista terá três séries de Star Trek de 1990, e isso não é exagero. Voyager tinha uma premissa boa: após um acidente, uma nave encalhada a 35 mil anos-luz de casa deve se aliar aos seus inimigos para percorrer o longo caminho de volta. Esse contexto deu liberdade aos roteiristas para trabalhar com várias partes da mitologia trekkie. A série foi a primeira da franquia a trazer uma capitã, interpretada por Kate Mulgrew (a Red de Orange Is The New Black).

43. Stargate SG-1 (1997-2007)

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Ainda no gênero da ficção científica, talvez você já tenha assistido ao filme Stargate (1994), que deu origem à série de sucesso. Não era para menos, afinal a principal ferramenta do seriado podia transportar pessoas de toda a galáxia para planetas diferentes. Isso permitia uma renovação constante, sempre com alguém novo na trama ou lugares desconhecidos para explorar. Parece que a proposta deu certo: Stargate SG-1 durou 1 década e somou mais de 200 episódios.

42. Will & Grace (1998-2006)

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Com um revival em 2017, Will & Grace ainda é uma série essencial para cultura gay e sua representatividade em sitcoms, exibidos apenas como estereótipos na maioria das vezes. A produção recebeu 83 indicações ao Emmy, e cada um dos quatro atores principais conquistou seu próprio prêmio individualmente — a propósito, é uma das poucas séries a alcançar esse feito. Apesar disso e também do destaque à cultura judaica, a trama é simples, girando em torno da vida de quatro amigos em Nova York.

41. Uma Galera do Barulho (1989-1993)

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Originalmente intitulada Saved by the Bell, a produção foi a principal sitcom de ensino médio no início dos anos 1990. O personagem principal, Zack, é quase uma versão de Ferris Bueller, com seus planos mirabolantes. Os amigos também se encaixam nos clichês: Kelly brilha como a garota perfeita; Jessie encarna o papel do nerd; A.C. representa o atleta; e Screech é a definição de esquisitice. A química era tão boa que todos sempre tinham seu próprio momento de brilhar.

40. Daria (1997-2002)

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Quem imaginaria que um spin-off de Beavis and Butt-Head se tornaria tão influente? Daria conseguiu esse feito, abordando as angústias dos jovens em relação às tendências e modas no final dos anos 1990. Logo de cara, Daria conquista com seu cinismo e sarcasmo nato, observando os problemas da sociedade por meio de jornais sensacionalistas. A variação entre o humor sombrio e escrachado capturou o espírito de toda uma geração, terreno em que poucas produções foram bem-sucedidas.

39. Xena: A Princesa Guerreira (1995-2001)

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Falando em spin-off que ofusca o brilho da série-mãe, Xena venceu Hércules. O sucesso vem da protagonista: a escalação de Lucy Lawless foi mais que certa. A atriz entregava carisma, humor e, acima de tudo, uma figura badass que ainda serve de inspiração na TV atual. A produção também se tornou popular na comunidade lésbica em virtude da relação entre a guerreira e Gabrielle, sua escudeira. Elas nunca ficaram juntas oficialmente, mas deram alguns beijos nos episódios.

38. Animaniacs (1993-1998)

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Até hoje, é difícil encontrar algo parecido com Animaniacs, antes ou depois de a animação ter ido ao ar. O desenho apresentava um humor bobo e juvenil, mas surpreendia com suas sacadas inteligentes e até educativas em certa medida. Animaniacs também foi responsável pela criação da dupla de ratos Pink e Cérebro, na época apenas personagens coadjuvantes. A animação se baseava em várias histórias curtas protagonizadas pelos irmãos Warner: Yakko, Wakko e Dot.

37. Uma Família de Outro Mundo (1996-2001)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Na série, originalmente chamada de 3rd Rock from the Sun, uma família de alienígenas chega à Terra e adota o visual terráqueo para se misturar entre os humanos e estudá-los. Entretanto, com o passar do tempo, eles se mostram mais interessados em suas novas vidas do que na missão propriamente dita. As risadas podiam ser contidas nessa comédia, mas o elenco se destacava com Jonathan Lithgow (The Crown) e um jovem Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela).

36. Barrados no Baile (1990-2000)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Também conhecida como Beverly Hills, 90210, Barrados no Baile alcançou um sucesso estrondoso nos anos 1990. A quase-novela seguia o choque cultural de uma família recém-chegada à famosa Beverly Hills, com foco nos jovens entrando no ensino médio local. A história impulsionou a carreira de Shannon Doherty, que conquistou um lugar em outro sucesso anos depois, Charmed (1998). Além dela, outro destaque foi Luke Perry (Riverdale), que faleceu no início deste ano.

35. Rugrats: Os Anjinhos (1991-2004)

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O dia a dia de Tommy, Chuckie, Angelica e companhia fez parte de muitas manhãs na extinta TV Globinho. Nos Estados Unidos, seu país de origem, o desenho se manteve por 13 anos no ar e rendeu à Nickelodeon uma franquia de produções, como filmes, crossovers e continuações com os personagens já adolescentes. Na animação, acompanhamos o cotidiano de um grupo de crianças pequenas a partir de sua perspectiva; assim, situações simples viravam grandes aventuras.

34. Star Trek: Deep Space Nine (1993-1999)

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Deep Space Nine (ou DS9) foi um ponto fora da curva em Star Trek. Em vez de uma espaçonave viajando pelas fronteiras do Universo, DS9 era um posto avançado fixo, onde emissários de várias raças alienígenas se encontravam. A série foi pioneira na franquia ao trazer, pela primeira vez, um oficial comandante negro como protagonista, vivido por Avery Brooks (A Outra História Americana). Além dele, a diversidade dos aliens era elogiada pela crítica.

33. Felicity (1998-2002)

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Você pode até conhecer Keri Russell por The Americans, mas a atriz já foi a estrela de uma série com o nome de sua personagem. Felicity dava holofote ao crescimento durante a faculdade e à transformação de uma caloura sonhadora em uma adulta cheia de potencial. Nessa época, Russell já exibia seu talento premiado ao interpretar uma protagonista inteligente e impulsiva, que segue sua paixão de ensino médio até a faculdade e é pega de surpresa em um triângulo amoroso.

32. Ren & Stimpy (1991-1995)

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Se os fãs de South Park não pudessem mais assistir ao desenho, com certeza veriam Ren & Stimpy como um bom substituto. Assim como Animaniacs, o título chegou à Nickelodeon como algo nunca antes visto pelo público, apostando em uma estética bizarra de imagens, linguagem pesada, humor escatológico e muitas conotações sexuais. A produção acompanhava as enrascadas vividas por Ren, um chihuahua com emoções desequilibradas, ao lado do meigo gato Stimpy.

31. O Laboratório de Dexter (1996-2003)

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O Laboratório de Dexter é uma das maiores pérolas que o Cartoon Network já produziu. Desenvolvida pelo animador visionário Genndy Tartakovsky, a animação explorava o que poderia acontecer no laboratório de um menino-cientista. O sucesso das experiências de Dexter costumava ser colocado em risco por sua bagunceira irmã mais velha, Dee Dee. Um fato interessante: Tartakovsky também é o criador do brilhante Samurai Jack (2001).

30. Um Maluco no Pedaço (1990-1996)

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O seriado que alavancou a carreira de Will Smith também é um dos mais queridos do público até hoje. Quem nunca dançou ao som da música de abertura nas exibições do SBT? A comédia girava em torno de Will, um jovem da periferia que se muda para a elitizada Bel Air a fim de melhorar os estudos; para isso, passa a morar com os tios ricos caretas. A produção se tornou uma referência da época e colocou Smith no caminho que o transformou em um dos grandes nomes de Hollywood.

29. As Meninas Superpoderosas (1998-2005)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Outro clássico infantil que se tornou um fenômeno mundial, com direito a inúmeros produtos inspirados no desenho, filmes e até versão em anime. A animação traz um trio de meninas com poderes extraordinários, criadas em laboratório por um cientista solitário. Com seu visual retrô e lutas cheias de ação contra os supervilões, o desenho ainda abordava dilemas comuns às crianças, como fazer xixi na cama e as dinâmicas de amizade na escola.

28. Mad About You (1992-1999)

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Se um seriado pudesse personificar o humor de relacionamento nos anos 1990, seria Mad About You. O romance entre os personagens de Paul Reiser (Aliens: O Resgate) e Helen Hunt (Náufrago) começa no estágio recém-casado, quando ambos ainda estão descobrindo os defeitos um do outro, assim como a audiência. Apesar da falta de momentos eletrizantes, a figura de Hunt se destacou, rendendo à atriz quatro Emmys seguidos. A série terá um revival em 2019 com o casal original.

27. Melrose Place (1992-1999)

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Lembra que Barrados no Baile foi um sucesso? Melrose Place é um reflexo disso: trata-se de um spin-off da série, localizado no condomínio Melrose, em Los Angeles, onde as vidas dos moradores se cruzam envolvidas em ambição, sexo, traição e até assassinatos. A trama começou mais leve e descontraída, com episódios mais fechados, mas críticas negativas e queda na audiência ocasionaram mudanças já na segunda temporada, que se mostra bem mais sensacionalista e novelesca.

26. Lei & Ordem (1990-2010)

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Com 456 episódios e 4 spin-offs, Law and Order (no original em inglês) tornou-se uma das séries mais influentes no gênero "investigação da semana" e uma das mais longas da história: foram 20 anos no ar. A estrutura dos episódios se divide entre a investigação dos crimes em uma cidade desafiadora e, depois, seu julgamento na corte, com foco nos promotores e em suas tentativas de incriminar os réus. O fenômeno é tamanho que já ganhou versões britânica, francesa e russa.

25. Anos Incríveis (1988-1993)

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Mesmo atravessando 1980-1990, Anos Incríveis sustentava o clima de 1960-1970. A dramédia acompanhava a adolescência de Kevin Arnold: as amizades, os interesses amorosos e a relação com a família. Na linha de How I Met Your Mother, os episódios são narrados por Kevin mais velho, que também descreve os acontecimentos e o que aprendeu dessas experiências. Destaque para a abertura com a versão de Joe Cocker da música "With a Little Help from My Friends", dos Beatles!

24. Um Amor de Família (1987-1997)

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Desprenda-se do Ed O'Neil de Modern Family: ele não tem nada de parecido com Al Bundy, seu personagem em Um Amor de Família. A sitcom segue a figura de Al, um vendedor de sapatos fracassado, sua esposa dona de casa, a filha bonita e pouco inteligente e o filho nerd e impopular. Apesar dos estereótipos fortes e de seu humor escatológico e até sexual, o seriado foi pioneiro ao retratar, pela primeira vez, uma família fracassada e infeliz na TV americana.

23. Ellen (1994-1998)

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Antes de ser uma apresentadora de sucesso, Ellen DeGeneres teve sua própria série — que, diferente da maioria das sitcoms, mudou totalmente por conta de um único capítulo. Até então, Ellen era só a dona excêntrica de uma livraria com amigos engraçados. Com "O Episódio do Filhotinho", a emissora queria que Ellen arranjasse um cachorro, já que estava insatisfeita com a falta de relacionamentos amorosos da personagem. Ellen aproveitou o capítulo para se assumir como lésbica em cena e fora das telas.

22. Spin City (1996-2002)

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Tempos depois de protagonizar a trilogia De Volta Para O Futuro, Michael J. Fox viveu um vice-prefeito na comédia política Spin City. Foi seu primeiro trabalho após uma espécie de aposentadoria devido à sua batalha contra o Mal de Parkinson. A produção ainda contava com um personagem negro gay, algo raro na época. O carisma de Fox era inegável, mas o ator precisou sair da série; na sequência, Charlie Sheen (Two And A Half-Men) assumiu o posto de novo vice-prefeito.

21. Beavis and Butt-Head (1993-1997)

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Você já deve ter visto alguma imagem desse desenho pela internet. E merecidamente, afinal não haveria séries como South Park sem Beavis and Butt-Head. O seriado redefiniu o que poderia dar certo em uma animação, trazendo dois adolescentes imbecis como protagonistas. Sem qualquer empatia ou sociabilidade, seus únicos objetivos na vida eram ver TV, comer porcaria e, um dia, fazer sexo. A produção ainda rendeu um filme: Beavis and Butt-Head Conquistam a America.

20. Oz (1997-2003)

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Com o conteúdo sexual e violento que, futuramente, se tornariam sinônimo de HBO, Oz mergulhou o público em uma realidade perturbadora dos Estados Unidos: uma prisão de segurança máxima. A série estabeleceu a base de representação televisiva desse tipo de cárcere e seus prisioneiros, das gangues raciais à violência imprevisível e ao estresse diário. Era uma aposta ambiciosa da emissora, mas provou que dramas de conteúdo adulto também poderiam atingir picos de audiência.

19. Batman: A Série Animada (1992-1995)

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Unindo elementos art déco, uma arquitetura gótica e muito clima macabro, o desenho do Batman renovou a estética do universo de Gotham. A dublagem original ainda conta com Mark Hamill, o Luke de Star Wars, interpretando o Coringa. Sua voz para o Palhaço do Crime foi tão marcante que virou sinônimo do personagem, inclusive com a melhor risada louca que o Coringa já teve. Vale lembrar que Batman: A Série Animada apresentou a figura da Arlequina pela primeira vez.

18. Futurama (1999-2013)

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As expectativas sobre Futurama eram pesadas, já que seu criador, Matt Groening, também era a mente por trás de outro queridinho do público, Os Simpsons. A animação entregou uma perspectiva tão irônica quanto, seguindo a vida de Fry, um entregador de pizzas que é congelado acidentalmente e acorda no século XXXI. Como já de praxe com Groening, há muita sátira sobre a modernidade, o cotidiano e a mídia, porém sem evitar os caminhos mais emotivos quando acontecem.

17. Freaks and Geeks (1999-2000)

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Uma das produções cult mais influentes da história, Freaks and Geeks conseguiu deixar sua marca apenas com seus únicos 18 episódios. Em um ensino médio negativamente sarcástico, a protagonista é Lindsay, uma jovem mudando radicalmente de estilo após a morte de sua avó. Destaque para os novatos James Franco (A Entrevista), Jason Segel (How I Met Your Mother), Seth Rogen (Casal Improvável) e Linda Cardellini (Bloodline).

16. Cheers (1982-1992)

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A sitcom Cheers é, definitivamente, uma série que não sobreviveu após a década de 1980, mas não dá para ignorar seus marcos. A season finale, por exemplo, ainda é um dos episódios mais vistos na história da TV. O enredo focava em um bar chamado Cheers, onde um grupo de conhecidos se encontravam para beber, reclamar, trazer histórias loucas e contar piadas. O dono do estabelecimento era Ted Danson (The Good Place), um ex-jogador de beisebol vaidoso e mulherengo.

15. Raymond & Companhia (1996-2005)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Referência de sitcom sobre família versus casamento em 1990, Everybody Loves Raymond (do original em inglês) foca em Ray, um homem com a vida perfeita. Tem uma esposa ótima, três filhos, um bom trabalho, uma casa enorme... Mas não existe vida perfeita. Do outro lado da rua moram seus pais, uma dupla desagradável que o visita todos os dias com seu irmão invejoso. Ponto para a interação fluida do elenco e suas inseguranças, que aproximam os personagens e o público.

14. Arquivo X (1993-2002)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Poucas séries estruturaram mistérios tão bem quanto Arquivo X. O suspense de ficção científica lidava com os agentes do FBI, Mulder e Scully, responsáveis por investigações não concluídas envolvendo o sobrenatural. Seus bordões são famosos até hoje na cultura pop, como "A verdade está lá fora" e "Eu quero acreditar". Um revival trouxe novos episódios em 2016 e 2018, resgatando a dupla original interpretada por David Duchovny (Californication) e Gillian Anderson (Sex Education).

13. Minha Vida de Cão (1994-1995)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Essa é outra obra cult que, apesar de bastante influente, foi cancelada bem rápido. My So-Called Life, como era chamada no original, revelou-se surpreendemente madura por suas temáticas. O seriado girava em torno do dia a dia, dos receios e dos questionamentos na vida de Angela, interpretada por Claire Danes (Homeland). Nesse sentido, a série deu foco a temas sociais relevantes, como assédio infantil, alcoolismo na juventude, bullying, homofobia e uso de drogas.

12. Ally McBeal: Minha Vida de Solteira (1997-2002)

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Parece apenas mais uma série sobre advogados, mas é só um caminho para os personagens viverem suas situações absurdas. Na dianteira está Ally, uma jovem que só cursou Direito por conta de seu namorado, que termina com ela. Quando McBeal é contratada por uma firma, descobre que seu ex-namorado também trabalha lá — e com a esposa. Calista Flockhart brilha no papel principal; e você pode reconhecê-la como a icônica Cat Grant de Supergirl.

11. Sopranos (1999-2007)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Apesar de não tão comentada hoje em dia, é impossível ignorar o impacto gigantesco da primeira temporada de Sopranos na cultura da TV americana. A produção tirou os espectadores da zona de conforto com um protagonista dúbio, Tony Soprano, com quem se relacionavam apesar de seus crimes. Tony é um mafioso frio e calculista, mas fica vulnerável na terapia após um ataque de pânico. Em paralelo, ele tenta ser um homem de família ao esconder seu trabalho dos filhos.

10. Star Trek: The Next Generation (1987-1994)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Quase 1 século após os eventos da série original, uma nova tripulação comanda a nave Enterprise em Star Trek: The Next Generation. Por seguir o material clássico, o seriado usa e aprofunda a premissa de exploração do Universo, criando um contexto de ação bem mais rico e convincente. Patrick Stewart (Logan) trouxe empatia e cordialidade na medida certa para o Capitão Picard, mas quem rouba a cena é o charmoso androide Data (Brent Spiner).

9. Buffy: a Caça-Vampiros (1997-2003)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Abram alas para os sanguessugas que amamos! Em uma mistura perfeita de ação, adolescentes, comédia e horror, Buffy: a Caça-Vampiros deu fama à Sarah Michelle Gellar, intérprete de Buffy, a mais nova escolhida para ser uma caçadora de vampiros, demônios e outros. Foi a primeira vez que elementos de horror e comédia uniram-se de modo atrativo a espectadores mais jovens e nerds, feito também creditado à direção de Joss Whedon (Vingadores).

8. Sex and the City (1998-2004)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Baseado no livro de Candace Bushnell, Sex and the City (SATC) marcou época por abordar a sexualidade de quatro amigas. O seriado também tratava de relacionamentos, encontros e dinâmicas de lidar com o sexo oposto. Com seu estilo de sitcom e telenovela, é difícil não se apaixonar por Charlotte, Miranda, Samantha e a narradora, Carrie — papel que alavancou a carreira de Sarah Jessica Parker. Detalhe: o criador da série, Darren Star, hoje comanda Younger.

7. Twin Peaks (1990-1991)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Quem matou Laura Palmer? A investigação e o mistério por trás disso cercava Twin Peaks, fruto da mente excêntrica de David Lynch. De fato, o seriado foi um dos mais estranhos da década de 1990, mas revolucionou a TV por fugir de suas fórmulas batidas, dando espaço a personagens que não buscavam qualquer senso de moral. Era até difícil categorizá-lo em algum gênero, já que alternava entre áreas como drama, humor, surrealismo, suspense e até mesmo terror psicológico.

6. South Park (1997-presente)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Nos anos 1990, South Park tinha um único objetivo: causar tanta polêmica quanto fosse possível, rendendo bastante repercussão na imprensa. A animação gira em torno da cidade-título do desenho, focando nas aventuras grotestas de quatro crianças: Eric, Kenny, Kyle e Stan. Atualmente, com suas sátiras às últimas tendências, o universo de South Park invadiu a cultura pop e até já levou um Prêmio Peabody, que reconhece serviços públicos prestados com distinção e mérito.

5. Friends (1994-2004)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Em termos de marketing, Friends foi monumental. Hoje, mais de 20 anos após sua estreia, ainda é um fenômeno de popularidade na Netflix. Seu sucesso mostra que, em sitcoms, os personagens são mais importantes do que as narrativas. Em Nova York, a comédia seguia o início da vida adulta de Ross, Chandler, Joey, Monica, Phoebe e Rachel. Com um roteiro inteligente e atores talentosos, personagens e cenas viraram modelos para inúmeras séries que surgiram após a sitcom.

4. Frasier (1993-2004)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Spin-off de Cheers, Frasier foi mais uma sitcom dos anos 1990 — e uma das mais premiadas da história (39 prêmios Emmy). No centro da trama estava Frasier Crane, um psiquiatra que volta à sua cidade-natal para apresentar um programa de rádio. Ele divide o apartamento com o pai, seu irmão, uma fisioterapeuta e um cachorro. Como é de praxe no gênero, há muitas situações engraçadas. Um fato triste é que um dos idealizadores da série, David Angell, foi vítima nos atentados de 11 de setembro.

3. E.R. (1994-2009)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

O recorde foi ultrapassado por Grey's Anatomy há pouco tempo, mas E.R. ainda é um dos seriados médicos mais extensos da TV. Plantão Médico, como é conhecida no Brasil, exibiu 331 episódios sob a ótica de médicos e enfermeiros na área de emergência do fictício Hospital County General, em Chicago. Destaque para George Clooney no início da carreira, vivendo o Dr. Doug, e Julianna Margulies como a enfermeira Carol, muitos anos antes de brilhar na pele da Alicia em The Good Wife.

2. Seinfeld (1989-1998)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

Comediante dentro e fora da série, Jerry Seinfeld criou uma das produções mais memoráveis de seu nicho. Seu personagem convive em Nova York com os amigos George, Elaine e Kramer, em meio a dilemas financeiros, afetivos e sempre divertidos. Seinfeld jogou fora a cartilha das sitcoms, abandonando as convenções e desconstruindo o que o público esperava de seus personagens. Elaine é um dos pontos altos, com Julia Louis-Dreyfus (Veep) já mostrando todo o seu potencial humorístico.

1. Os Simpsons (1989-presente)

 As 50 séries mais marcantes dos anos 90

A típica família de classe média americana é satirizada no que deixou de ser uma animação e já se tornou uma referência cultural no mundo inteiro. Os Simpsons ainda diverte em virtude do humor crítico, de seu olhar sobre as dinâmicas sociais (inclusive com as previsões bizarras que acerta) e da própria condição humana. Homer, Marge, Lisa, Bart e Meg ainda são a família disfuncional mais amada da TV, e a atual 30ª temporada já os consagrou como integrantes da série mais longa da história.

Este texto foi escrito por Caíque Pereira via nexperts.

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