Sharp Objects: episódio sombrio de estreia tem mistério e personagens intrigantes [RECAP]

  • por Giovanna Tortato em 09/07/2018 - 14:02

Alerta! Este texo contém detalhes dos acontecimentos do episódio 1x01 da série Sharp Objects que podem ser considerados SPOILERS.

No domingo (8), a HBO lançou sua mais nova superprodução, a sombria série de mistério Sharp Objects (Objetos Cortantes). Protagonizada pela atriz Amy Adams (de A Chegada, Liga da Justiça e Trapaça), a trama é uma adaptação do livro de estreia de Gillian Flynn.

Na história, Adams é Camille Preaker, uma jornalista de Saint Louis que é enviada à sua pequena cidade natal para investigar os assassinatos de duas garotas locais. No entanto, sua relutância e recusa inicial de voltar para Wind Gap deixa claro que seu passado lá é a fonte de seus problemas atuais, que incluem um alcoolismo explícito e autoflagelação.

O paralelo entre o cuidado que ela tem com as garrafas de vodka que embrulha em sua mala, e o desleixo com si mesma (desde a sujeira do ambiente à tela quebrada do celular), só reforça a noção de infelicidade e desprezo próprio da personagem.

Amy Adams é a protagonista de Sharp Objects, a jornalista Camille Preaker.

Fica claro que seu editor – e amigo – acredita que ela possa expulsar alguns de seus demônios voltando para casa, mas ao chegar lá ela evita ao máximo retornar para a casa da família. Antes, começa sua reportagem entrevistando o chefe de polícia, Vickery (Matt Craven), que assim como o resto da cidade parece incomodado com a presença da repórter lá. O detetive “da cidade grande” Richard Willis (Chris Messina) compartilha o incômodo de ter uma jornalista no caminho de sua própria investigação, mas os dois imediatamente parecem se entender melhor, já que compartilham a desconfiança dos habitantes da cidade.

Os problemas mentais de Camille começam a ser explicados quando conhecemos sua mãe, Adora (Patricia Clarkson). Uma mulher rígida e sufocante que não parece mais preocupada com a filha do que com o efeito que isso pode ter na vida de aparências que vive.

Estar na casa onde viveu na infância também faz com que as memórias de sua falecida irmã venham cada vez mais à tona. A série alterna as lembranças da adolescência de Camille com as cenas atuais, sem parar tudo para um flashback, por exemplo, mas sim as misturando com o presente, como se fossem alucinações da perturbada personagem.

Alan (Henry Czerny) e Adora Crellin (Patricia Clarkson) em Objetos Cortantes da HBO.

Rapidamente, a protagonista escapa da mansão sulista para um bar, onde reencontra o detetive Willis, que a impede de abordar o jovem irmão de uma das vítimas, e tenta ter uma conversa real com ela, que se recusa a falar de qualquer assunto pessoal que não seja o caso.

No dia seguinte, Camille vai até a casa da primeira vítima, Ann Nash, e conversa com seu pai Bob Nash (Will Chase), acusado por alguns locais de ter algo a ver com os crimes. Ele imediatamente aponta o seu suspeito, John Keene (Taylor John Smith), o irmão da desaparecida Natalie, com quem a jornalista esbarrou no dia anterior. Segundo Bob, o fato de sua filha ter sido assassinada, mas não violentada, sugere que o serial killer seja gay como Keene.

Pouco tempo depois, Camille está na praça central da cidade no momento em que o corpo de Natalie Keene é descoberto. Com a traumática imagem do corpo mutilado da menina (todos seus dentes foram arrancados), ela volta para casa. É aí que ela vê a meia-irmã, Amma (Eliza Scanlen), pela primeira vez. Ou melhor, que as duas são propriamente apresentadas, já que ela descobre que a adolescente, que encontrou pela cidade diversas vezes até então, era Amma o tempo todo.

Amma (Eliza Scanlen), a meia-irmã manipuladora de Camille (Amy Adams), é uma pessoa em público e outra para os pais.

Dentro da mansão, a garota é a boneca de porcelana que sua mãe espera, mas assim que ela se distraí com seus drinks (afogar a dor claramente é um hábito familiar), a jovem escapa para andar de patins com um visual mais apropriado para sua rebeldia e com uma atitude completamente diferente.

Apesar de aparentemente receptiva a Camille, dizendo que as duas tem naturezas “incorrigíveis” – com a diferença que a mãe não está ciente da sua – e que elas finalmente podem ser irmãs, todo o tom do discurso da menina parece esconder algo sinistro e insincero.

Os Crellin e Camille em Sharp Objects, da HBO.

Ao fim do episódio 1x01, vemos pela primeira vez o corpo coberto por cicatrizes de cortes auto-infligidos de Camille, uma das referências aos Objetos Cortantes do título.

Os mistérios da série parecem infinitos, já que todos os personagens de Sharp Objects parecem esconder algo, principalmente a protagonista, de quem ainda precisamos entender a origem real do trauma. Junto dos segredos pessoais, segue a busca pelo assassino, a essa altura já identificado como um verdadeiro serial killer. Resta saber se esses mistérios vão estar diretamente conectados ou se o público vai acompanhar o desenrolar de cada um separadamente. De qualquer forma, a expectativa para a sequência foi criada.

Veja também: Sharp Objects: o passado de Camille se torna suspeito no trailer do segundo episódio

O próximo episódio da série vai ao ar no domingo, dia 15 de julho, pela HBO Brasil.

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