Conheça a teoria que deixa os fãs de Grey's Anatomy com o coração na mão

  • por Minha Série em 08/07/2018 - 14:43

Fanfics, fóruns na web e grupos no Facebook.... se duvidar, até mesmo comunidades de Orkut chegaram se tornar espaços de discussões sobre Grey's Anatomy.

Já são quase 15 anos arrancando lágrimas e soluços de fãs no mundo inteiro, e muita gente até mesmo se pergunta por que ainda não desistiu de sofrer por conta de uma série de TV que só faz seus protagonistas passarem por maus bocados.

Veja bem: em suas 14 temporadas iniciais, o Seattle Grace Hospital sediou alguns eventos inexplicáveis. Médicos atropelados, baleados e eletrocutados; acidentes de carro, de barco, de trem, de avião, de montanha-russa; gente mergulhada no cimento; empalamentos.

A gente pode seguir com essa lista infinitamente, porque o tragediômetro de Grey's Anatomy não trabalhou pouco, não. Mesmo para uma série de TV que se propõe a ser um drama dos mais sofríveis, todos os limites já foram ultrapassados há tempos.

Além disso, não há um único personagem que não tenha enfrentado pelo menos um grande drama pessoal — mas existem alguns que sofrem mais do que os outros. Sim, Meredith Grey, estamos falando de você.

Uma lista para ninguém ter inveja

Já na primeira temporada, Meredith passa por uma situação que já é mais do que muita gente conseguiria lidar de maneira saudável: descobrir que o namoradinho, por quem ela está apaixonada, na verdade é um homem casado — e, claro, ainda dar de cara com a esposa dele no seu local de trabalho.

De lá para cá, ela ainda precisou acompanhar uma amiga enquanto esta lidava com o câncer; se despediu de um de seus melhores amigos, que morreu atropelado; teve vários relacionamentos zicados, um atrás do outro; descobriu que tinha uma irmã, a Lexie; se aproximou dessa irmã; perdeu seu pai; finalmente pôde se aproximar de Derek e ficar com ele e construir uma família — só para perdê-lo sem sequer conseguir se despedir.

Por falar em despedidas, ela também teve que dizer adeus a Cristina, sua grande amiga — a sua pessoa! — além de perder a irmã e vários outros colegas/amigos em um acidente de avião no qual ela própria quase morreu.

No meio disso tudo, uma nova irmã surgiu, Maggie; um tiroteio no hospital fez com que ela vivenciasse um dos momentos mais traumáticos de sua vida; ela teve um filho em um parto de risco no meio de um apagão; uma bomba explodiu a apenas alguns metros de distância dela; e muito mais.

Mas, antes que boa parte dos fatos acontecessem, Meredith viveu um dos mais importantes traumas e que é a chave para uma teoria que circula na internet e explicaria uma série de coisas dentro de Grey's Anatomy.

No episódio 17 da terceira temporada, Ellis Grey, sua mãe, entra em colapso, enquanto a protagonista está ela mesma lutando pela própria vida. No fim, Meredith vive, mas Ellis não. Toda a terceira temporada se centra na busca de Mer pela própria identidade e pela da mãe. Ao reencontrar seus diários, ela faz de tudo para compreender um pouco mais do que se passou pela mente da mãe e como o Alzheimer transformou a vida dela e a de todos que a cercavam — inclusive a própria Meredith.

Mais tarde, ela faz um teste e descobre que tem indicadores positivos para o posterior desenvolvimento da doença, o que a leva a iniciar um grupo de estudos sobre isso com Derek.

Na primeira temporada de Grey's Anatomy, a série revela que as narrações de Meredith que dão início aos episódios são, na verdade, ela conversando com sua mãe, que está internada em uma clínica.

A teoria que circula na internet é de que tudo o que acontece na sequência não teria sido do jeito como estamos vendo, mas sim produto de uma mente afetada pela demência e pelo Alzheimer em um futuro e que, agora, Meredith estaria contando a sua história de vida para seus próprios filhos — e não sua mãe — a partir de uma ótica alterada pela doença e pela idade avançada.

Outra "evidência" utilizada pelos fãs que defendem essa teoria é o episódio "If/Then", o 14º da 8ª temporada. Nele, uma realidade alternativa é mostrada a partir de um devaneio da própria protagonista. E se Ellis nunca tivesse tido Alzheimer e ela tivesse convivido com pais amorosos e uma sólida base familiar? E se ela nunca tivesse conhecido Derek no bar?

O episódio inteiro mostra uma realidade alternativa que, apesar de reorganizar toda a estrutura do hospital, desde os relacionamentos até as especialidades, acaba com os mesmos encontros acontecendo no final, dando a entender que o que tiver que ser será, e que ninguém consegue se livrar de seu destino — haja o que houver.

O simples fato de ele dar um passo em direção a uma realidade alternativa, no entanto, já alimentou a teoria, que não pode ser totalmente descartada. Nela, nada no hospital aconteceu da forma como aconteceu, embora os fatos básicos sejam verdadeiros.

Georgie teria morrido, mas sem antes ter salvo uma vida. O componente heroico seria um devaneio da mente de Meredith para lembrar dele de uma forma mais honrada, e o mesmo aconteceria com Izzie. A amiga teria abandonado o hospital depois de fraudar um procedimento por conta de Danny, mas ela não teve câncer — apenas foi expulsa do programa.

Cristina segue ao seu lado o tempo todo, até não aguentar mais ver a amiga naquele estado em que Meredith não era mais Meredith, e simplesmente vai embora. E quanto a Derek, em vez de ter morrido também de forma heroica, tentando salvar vidas em um belo dia — como ele mesmo dizia —, teria apenas abandonado a médica.

No final das contas, Meredith estaria ela mesma em um lar para pessoas com Alzheimer, conversando com a parede.

Se esse desfecho não é digno de Grey's Anatomy no quesito "de partir do coração", não sabemos mais o que pode ser!

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts.

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