Kingsman: O Círculo Dourado é uma sequência digna de Serviço Secreto (crítica)

  • por Guilherme Haas em 27/09/2017 - 12:10

Adaptação das HQ’s de Mark Miller e Dave Gibbons, a franquia Kingsman nos cinemas tem encontrado seu próprio estilo e se diferenciando de outras produções baseadas em quadrinhos.

O primeiro Kingsman, lançado em fevereiro de 2015, conseguiu alcançar o sucesso – tanto de crítica quanto de público – trazendo inovações nas sequências de ação (como aquele insano tiroteio na igreja) e na maneira de combinar violência e humor em sua narrativa.

De certa forma, podemos fizer que Kingsman: O Serviço Secreto antecipou Deadpool na reinvenção do gênero dos cinemas, apostando em uma adaptação visando o público adulto (Kingsman também recebeu a classificação R, restrita a maiores de idade) e com cenas de pura ousadia.

Dois anos e meio depois, Kingsman está de volta com O Círculo Dourado. A nova produção não chega a ser tão inovadora quanto o primeiro filme, mas nem por isso é menos divertida. O longa-metragem traz novamente sequências deliciosas de ação e de completo absurdo.

Taron Egerton como Eggsy em Kingsman: O Círculo Dourado. Fonte da imagem: Divulgação/20th Century Fox

Uma das características da franquia é não se levar a sério e servir como uma paródia de filmes de espionagem, como os de James Bond. Nesse quesito, a produção parece se divertir com as passagens secretas dos agentes, seus apetrechos tecnológicos e ternos bem costurados.

No papel da vilã está a atriz Julianne Moore, como uma traficante de drogas que decide acabar com a Kingsman e se tornar conhecida como uma grande empresária. As cenas com Moore beiram o pastelão e causam um estranhamento inicial, mas através dela lembramos que o exagero faz parte de Kingsman.

Quem equilibra os excessos da produção é o ator Taron Egerton, perfeito no papel do protagonista Eggsy. O jovem galã carrega o filme com a confiança e a segurança de um veterano e se destaca mesmo ao lado de coadjuvantes de peso como Colin Firth, Mark Strong, Jeff Bridges e Halle Berry.

Egerton traduz muito bem o senso de responsabilidade adquirida por Eggsy após se tornar um agente da Kingsman no primeiro filme, apresentando mais maturidade, mas sem deixar de lado sua esperteza e jovialidade.

Possivelmente, Kingsman não seria tão divertido de assistir sem Egerton no papel principal – e O Círculo Dourado vale mesmo para conferir o trabalho desse jovem astro (e também pela hilariante participação de Elton John!).

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